Editorial dezembro 2017

O que esperar do próximo ano?
É normal, às vésperas do Ano Novo, fazer-se um balanço do que se produziu ou se deixou de produzir no ano que finda. Simultaneamente se renovam os propósitos. Ah, aquela viagem… Não deu, mas agora vai dar; a formatura, que pena!, ficou para depois, mas no próximo ano ela não escapa; e o carro novo? a crise atrapalhou os planos, mas a recuperação econômica, que começa a anunciar-se, ainda que timidamente, vai tornar possível realizá-los; aumento de salário? bem, isso é mais complicado, porque as variáveis vão além do bom resultado contábil da empresa: passam pela consciência patronal, região cheia de abismos e escarpas.
Não são, porém, apenas melhorias materiais que levam as pessoas a renovar seus votos e programar seu ano novo. No Brasil, com certeza, dois temas encabeçam a lista de desejos:

  1. paz, segurança para o cidadão, fim da troca de tiros, fim do morticínio de inocentes.
  2. Probidade administrativa, fim da roubalheira do dinheiro público, de modo que verbas que o Orçamento destina para educação, saúde e saneamento possam ser aplicadas de forma correta.

Não há mais que se reclamar de risco à estabilidade política, que foi consolidada, na verdade a um preço muito alto, mas foi. Pena que um partido político de menor expressão ainda esteja tentando criar problemas, mas nada que a reforma ministerial não resolva.
Só mais uma coisinha, desejo da quase totalidade do povo brasileiro: vida longa ao juiz Sérgio Moro, que vem trazendo no cabresto a Lava Jato, operação da Polícia Federal contra a corrupção, de amplitude e intensidade jamais vistas no país, e que até aqui teve o apoio incondicional do Ministério Público. O povo espera que tal eficiência leve de volta aos cofres públicos as moedinhas que políticos e empresários inescrupulosos afanaram da nação.
O que mais se pode esperar de 2018? Por exemplo, que o futebol brasileiro recupere a dignidade que a seleção alemã pisoteou em 2014 e levante o adiado hexa. A um povo que vive mal, mora mal, ganha mal, não tem saúde pública, não tem ensino público de qualidade, não tem transporte público confortável só resta a expectativa de ver a seleção brasileira campeã do mundo.