RC resultou de muitos estudos de Luiz de Mattos

O dirigente-geral da Filial Petrópolis do Racionalismo Cristão, Naylor Alberto Boller, destacou, na comemoração dos 116 anos de fundação desta filosofia e o Dia da Espiritualidade, que a reunião cívico-espiritualista nos fazia recordar um marco importante na história do pensamento espiritualista: a fundação do Racionalismo Cristão, ocorrida em 26 de janeiro de 1910, pelo seu idealizador e fundador, Luiz de Mattos, juntamente com seu grande amigo Luiz Thomaz.

A criação do Racionalismo Cristão, disse o dirigente, não foi um acontecimento isolado, mas o resultado de uma longa trajetória de estudos, observações e profundas reflexões. Luiz de Mattos dedicou-se intensamente à pesquisa de diversas filosofias, correntes espiritualistas e também da medicina, buscando compreender o ser humano em sua totalidade – corpo, mente e espírito. Essa ampla base de conhecimento permitiu-lhe estruturar uma filosofia clara, racional e profundamente voltada para o aperfeiçoamento moral e espiritual do indivíduo.

Lembrou que o Racionalismo Cristão apresenta-se como uma filosofia espiritualista que trata da evolução do espírito, destacando a responsabilidade pessoal, o livre-arbítrio e a necessidade do conhecimento como instrumentos de progresso. Ele ensina que o espírito é imortal, que evolui por meio de sucessivas existências e que cada ser humano é o principal responsável por sua própria evolução, através de pensamentos, atitudes e ações conscientes.

Desde sua fundação, o Racionalismo Cristão tem como objetivo esclarecer, orientar e libertar o ser humano de superstições, medos e preconceitos, incentivando uma vida pautada pela razão, pela ética e pela prática do bem. Trata-se de uma filosofia que valoriza o estudo, o equilíbrio e a disciplina mental como caminhos seguros para o crescimento espiritual.

Celebrar a fundação do Racionalismo Cristão é, portanto, homenagear a visão e a coragem de Luiz de Mattos e Luiz Thomaz que, há mais de um século, lançaram as bases de um pensamento que continua atual, convidando-nos à reflexão, ao autoconhecimento e à evolução constante do espírito.

Que esse legado siga inspirando gerações a viver com mais consciência, responsabilidade e respeito às leis evolutivas que regem a vida.