Ao longe “sambistas” e tambores, alunos e professores, acompanhados de clarim, cantavam assim…
Passou o tum tum perequeté e foi embora, mas vai voltar nem 2027, 28, 29…, cada vez mais vivo, mais vibrante, mais estimulante e mais perigoso, se as autoridades e a Liesa, responsável primeira pelos desfiles das escolas de samba, não adotarem medidas preventivas para salvaguardar principalmente os destaques que se exibem na defesa de suas agremiações do alto de um edifício sem alicerce, sem colunas, sem argamassa. Flutuam e sambam ao sabor do ritmo valorizado pela bateria, confiantes na engenharia amadora. Já houve quedas de ocupantes de alegorias, felizmente nenhum do último andar. E os incêndios nesses carros alegóricos? Pensamento positivo: nada de mal há de acontecer! Mas o seguro morreu de velho, quem ainda não ouviu?
Alegoria não é a escola de samba, é detalhe, quesito como denominam os cegos sabichões. Então não pode ser avaliada com os mesmos parâmetros que se aplicam aos demais quesitos. Na verdade, escola de samba é bateria, fantasias, samba enredo, a história contada no desfile, os passistas e as passistas com seus minitrajes e suas coxas acima de qualquer avaliação. Ou o carnaval não seria chamado de festa da carne.
Passou o tum tum perequeté deixando algumas lições e uma saudade: que falta faz um Laíla em cada escola de samba! Sem a eficiência de um diretor de harmonia supercompetente que acompanhe todos os ensaios, que viva na quadra, que confira e dê palpite na elaboração do samba que contará o enredo, que mantenha estreito entendimento com o carnavalesco, que saiba escolher os auxiliares que atuarão durante o desfile, a vaca vai para o brejo e com ela um ano de trabalho, o dinheiro gasto e a esperança de vitória ou uma colocação melhor.
Tudo que acontece nos deixa lições, e o melhor desse carnaval foi a vitória da homenagem a Mestre Ciça, homem que vive a festa desde a juventude e hoje é considerado o melhor em seu mister: diretor de bateria. Serviu em várias agremiações, e levou-as à vitória. Foi feita justiça. JBA

