A vida tem seus problemas, e para solucioná-los é preciso muito raciocínio e clarividência. Muitos problemas, às vezes, apresentam-se nos, de relance, insolúveis. Entretanto, ajuizando-os melhor, encontramos a verdadeira solução que se enquadra no sentido justo e reto.
A ponderação é, em tais casos, a melhor conselheira, por isso que, devemos apurar o raciocínio, cultivando a prudência e a justiça. Aquilatar, medir bem as coisas, para resolver com acerto, não é fácil, exige tirocínio, bastante experiência daquilo a que nos propusemos dar solução equânime e devidamente satisfatória. No geral, o acerto da medida que se impõe a determinados casos, depende muito de estudo e conhecimento detalhado, para que possamos obter o resultado sensível e aproximado a exatidão.
Nunca será demais verificar mais de uma vez, porque quase sempre nos escapa algum detalhe interessante, que poderia influir na maneira criteriosa do julgamento ou solução a que nos interessamos.
A minúcia, o detalhe que nos parecem inúteis, são às vezes, de grande importância, para que as dúvidas sejam afastadas e a verdade apareça, tudo esclarecendo com precisão insofismável.
A análise clarividencia o raciocínio, aguça a percepção, dando-nos a certeza e convicção na deliberação que tomarmos.
Apreciar sensatamente é obra complexa que requer isenção de ânimo, sólida formação moral, e, sobretudo, dignidade, profundo sentimento de responsabilidade. O irresponsável não mede situações, usa a inteligência parcialmente, não lhe interessa os meios de que se utiliza para alcançar o objetivo que pretende. Seu intento é alcançá-lo de qualquer forma, custe o que custar, acabe-se quem quiser. Esta concepção motiva sempre prejuízos, morais e materiais, desequilibra o espírito, entorpece a mente, criando a desordem e a indisciplina.
O melhor caminho é raciocinar bem e agir com segurança, para não termos o dissabor do arrependimento, que, muitas vezes, vem tarde e o mal é irreparável. Devemos lutar pelo aperfeiçoamento espiritual, não esquecendo as leis da vida, os princípios sancionados pela moral que dignifica, honra e enobrece as nossas ações, fazendo-nos, assim, estimados e respeitados pelos nossos semelhantes.
Para atingir esse desideratum, é imprescindível estudar e raciocinar para discernir com acerto.
Publicado em 18 de dezembro de 1951

