Não despreze o valor da assistente social

Mais uma vez venho por este meio conversar com vocês, a fim de compartilhar um pouco da minha preocupação. É o seguinte: temos um neto, um bom menino, mas depois que fez 18 anos já não quer saber da escola, e ultimamente conheceu alguns colegas na rua, fugiu de casa e foi morar com eles. Estamos sofrendo muito por isso, irradiamos muito para que ele desperte a tempo e volte para casa.

Resposta: Prezada, estamos solidários com a preocupação da família em relação ao comportamento do seu neto. Irradiamos para recebermos boas intuições para encontrar formas de enfrentar nossos problemas. Sendo maior de idade, seu neto está sujeito a todas as penalidades civis resultantes de suas ações. Entretanto, a família pode procurar auxílio para essa situação. Por exemplo, diretores e professores da escola que ele frequentou podem informá-la se é possível, por exemplo, recorrer a uma assistente social. Como o grupo a que ele se associou é da rua, talvez haja outros pais igualmente preocupados com a situação. Enfim, podem buscar informações a respeito de ações que podem assumir para ajudar esse grupo de adolescentes para que evitem sofrimentos futuros. Lembrem-se, também, que todos temos o livre-arbítrio para nos conduzirmos pela vida. Uma assistente social poderia alertar esse grupo de adolescentes, mas não pode agir contra a vontade deles.

A família pode, também, se preparar para o que fazer caso ele retorne ao lar. Que tipo de acolhimento, que tipo de orientação de forma a dar a ele oportunidade para, aceito pela família, mudar seu comportamento.