Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, nasceu em 15 de outubro de 1844, em Röcken, distrito de Lützen. Era filho de um pastor do protestantismo luterano, crença a que Nietzsche daria adeus aos 20 anos, idade em que também daria início a suas críticas ao cristianismo, assunto ao qual voltaremos mais adiante.
Aos 24 anos, Nietzsche se mudaria para a Suíça e, em 1869, se formaria em filosofia e filologia clássica, da qual se tornaria professor, na Universidade de Basileia, tornando-se a pessoa mais jovem a ocupar o posto.
Porém a partir dos 44 anos, ou seja, pelo resto de seus dias, Nietzsche passaria a sofrer graves problemas de saúde, o que o afastaria da vida acadêmica e, por fim, o levaria à morte em 2 de agosto de 1900, em Weimar, Alemanha. Tinha, então, apenas 56 anos.
Críticas à religião. Consideradas “ferozes” por um historiador, essas críticas se tornariam um dos temas centrais das obras de Nietzsche. Ele contrasta os verdadeiros ensinamentos do Jesus histórico com os das seitas cristãs, acusadas pelo filósofo de terem corrompido a mensagem original de Cristo. “O cristianismo se tornou a moral do ressentimento e da fraqueza, não o evangelho de paz e de bondade que Ele pregava. Na verdade, o único cristão verdadeiro foi Jesus”.
Nos parágrafos abaixo, apresentamos as principais ideias defendidas por Nietzsche em suas obras.
“Morte de Deus: os autores dessa “morte“, que, claro, não tem sentido literal, diz o ateísta Nietzsche, foram o Iluminismo e o avanço da ciência, que, no século XVIII, como é sabido, minaram a crença em Deus, mas não criaram novos valores para substituir essa crença, o que, segundo o filósofo, poderia levar ao niilismo, à sensação de que a vida não tem sentido.
Super-homem: um ideal de ser humano capaz de superar a si mesmo e de criar seus próprios valores, maneira de viver que esse indivíduo considera autêntica e responsável, “sem necessidade de ajuda ou proteções divinas”.
Vontade de poder: essa força motriz fundamental da vida impulsiona o ser humano a buscar o poder, o crescimento, a superação, a autoafirmação e o autodomínio.
Eterno Retorno: tudo o que vivemos repete-se infinitamente e da mesma maneira. Assim sendo, não há outra coisa a fazer senão abraçar essa perspectiva com coragem e amando o destino.
Amor fati (amor ao destino): aceite, com amor, tudo o que acontece na vida, incluindo o sofrimento, como parte necessária e integral da existência.
Crítica à moralidade tradicional: Nietzsche critica os valores morais estabelecidos, que considera herdados e que, em sua visão, sufocam a vida e a criatividade. Ele propõe a criação de uma nova moralidade, baseada na afirmação da vida.
A arte como ferramenta filosófica: toda arte, especialmente a tragédia, é vista por Nietzsche como forma de expressão que permite a afirmação da vida e a compreensão do sofrimento inerente à existência.
Principais obras de Nietzsche: O nascimento da tragédia (1872); Humano, demasiado humano (1878); A gaia ciência (1882); Assim falou Zaratustra (1883-1885); Para além do Bem e do Mal (a886); A genealogia da moral (1887); O Anticristo (1888); e Ecce homo (1888).

