Entre os comportamentos impróprios observados no mundo, destacam-se os preconceitos, extremamente nocivos, independentemente de sua natureza. Há, inclusive, pessoas que cultivam múltiplos preconceitos, comprometendo a forma como percebem a vida e o próximo.
Tal postura torna os seres humanos intolerantes e destituídos de empatia, pois passam a desenvolver uma visão egocêntrica da existência e a considerar-se superiores àqueles que são alvo de seus preconceitos.
Essa mentalidade é responsável por grande parte da violência ainda presente na sociedade, sendo incompreensível que alguém se julgue no direito de agredir, ofender ou até mesmo tirar a vida de um semelhante em razão de preconceito.
Na maioria das vezes, esse comportamento é assimilado pelo exemplo: quem o alimenta, geralmente, presenciou pessoas — muitas delas de relevância social — sustentarem as mesmas atitudes preconceituosas.
Por essa razão, é fundamental que os responsáveis pela educação de crianças atentem para o próprio comportamento, pois, com frequência, os preconceitos manifestam-se em atitudes aparentemente insignificantes, mas que transmitem mensagens marcantes e duradouras. Assim, essas ideias intolerantes ficam gravadas de forma indelével na mente infantil e tendem a ser reproduzidas ao longo da vida.
Com o esclarecimento espiritual proporcionado pelo Racionalismo Cristão, a pessoa passa a refletir mais profundamente sobre a realidade das leis evolutivas e a forma como influenciam sua própria vida. Nesse processo, torna-se capaz de reconhecer suas imperfeições e, movida por vontade firme, empenha-se em corrigir tudo aquilo que considera inadequado.
Para isso, é indispensável realizar um exame interior rigoroso, conduzido com honestidade e coragem, evitando negar as próprias falhas ou relegá-las ao esquecimento. Ao mesmo tempo, é necessário lembrar que não se deve valorizar apenas as virtudes, que todos possuem, em maior ou menor grau.
É inegável que não há perfeição neste mundo. No entanto, cada pessoa que se dedica ao aprimoramento diário do caráter contribui para transformar a realidade e abrir caminhos rumo a um mundo melhor. Por isso, os racionalistas cristãos devem agir com firmeza de propósito e plena convicção, certos de que, ao praticarem seus princípios, ajustam-se às circunstâncias da vida e iluminam o presente com a luz da esperança de um futuro mais promissor.

