John Stuart Mill, filósofo inglês, amplamente reconhecido como um dos mais influentes pensadores liberais do século XIX, nasceu em 20 de maio de 1806, em Londres, e faleceu em 8 de maio de 1873, em Avignon, França, aos 67 anos.
Stuart Mill era filho de James Mill e de Harriet Mill (nascida Harriet Burrow). Seu pai, filósofo e economista escocês, radicado na Inglaterra, tornou-se conhecido por sua influência no desenvolvimento do utilitarismo.
Stuart Mill tinha três irmãs e três irmãos: Clara, Mary, Harriet, James, George e Henry.
Bem cedo ele perdeu a mãe – tinha, quando ela faleceu, apenas 13 anos. Daí em diante, no entanto, Harriet, filha mais velha da mãe defunta, se tornaria uma figura materna em seu relacionamento com o adolescente irmão.
Currículo intensivo imposto pelo pai. A educação escolar de Stuart Mill foi assumida por seu próprio pai, James Mill, que lhe impôs o aprendizado de um currículo intensivo em que constavam as chamadas línguas clássicas – o grego e o latim – , além de história, lógica, economia e matemática.
Quando tal aprendizado começou, com aulas de grego, o filho de tal pai tinha apenas três anos de idade. Essa educação foi planejada para formar um pensador crítico e racional, tendo em vista moldar Stuart Mill de acordo com a filosofia utilitarista defendida por seu pai e por Jeremy Bentham (1748-1832).
Crise de angústia. Consta que essa educação rigorosa, embora tenha acelerado o desenvolvimento intelectual de Stuart Mill, também o teria levado a uma crise de angústia na adolescência, “devido à falta de desenvolvimento emocional”.
Apesar disso, aos 14 anos ele foi para a França a fim de continuar seus estudos, e em 1830, aos 24 anos, já havia escrito boa parte de seus artigos e ensaios.
“Dádiva-mor”. Aos 25, Stuart Mill se apaixonou por Harriet Taylor, uma linda e inteligente mulher, porém casada. Cerca de 20 anos depois, o marido dela morreria, e ela se casaria com Stuart Mill, passando então a exercer grande influência no trabalho do filósofo, que a considerava uma “dádiva-mor” de sua existência.
Em razão de suas significativas e múltiplas contribuições não só à filosofia como também a outras áreas do conhecimento (economia, lógica, ética, política, epistemologia, estudos sociais e direitos das mulheres), seu legado continua a impactar o pensamento contemporâneo.
Stuart Mill teria escrito cerca de 15 obras, entre as quais citaremos as consideradas principais ou mais conhecidas: Sistema de lógica, Princípios de economia política, Sobre a liberdade, Utilitarismo, O governo representativo, A submissão das mulheres e Empirismo.

