Neste segundo artigo sobre John Stuart Mill, considerado um dos mais importantes pensadores ingleses de seu tempo, senão o maior, vamos falar das seis principais e mais conhecidas obras desse filósofo. Na relação, logo aí abaixo, dessa meia dúzia de obras, acrescentamos (entre parênteses) ao título de cada uma o ano em que foi publicada por Stuart Mill.
Sistema de Lógica Dedutiva (1843) – Devido à sua abrangência e influência no campo da lógica e da filosofia da ciência, Sistema de Lógica Dedutiva, principal obra de Stuart Mill, influenciou profundamente o desenvolvimento da lógica moderna, especialmente ao integrar a lógica indutiva e a dedutiva.
Além da lógica formal, essa obra aborda também questões de epistemologia, metodologia científica e até mesmo questões sociais e políticas, demonstrando assim a visão abrangente de Mill.
Princípios de Economia Política (1848) — Nessa obra Stuart Mill discute questões éticas e políticas, como utilitarismo e liberalismo; trata da produção, distribuição e consumo de riqueza, oferecendo assim uma análise abrangente da economia; estabelece fundamentos microeconômicos para a ciência econômica, considerada por ele o aspecto mais importante da economia política; defende a liberdade individual, com uma restrição — evitar danos a terceiros; discute o valor das mercadorias, a relação entre trabalho e capital, bem como o papel do Estado na economia.
Sobre a Liberdade (1859) – Este ano foi a vez de Stuart Mill publicar seu clássico ensaio a respeito da liberdade individual, da relação entre o indivíduo e o Estado, bem como da importância da autonomia e da liberdade individual.
Ele argumenta que o Estado só deve intervir na vida de um indivíduo para evitar danos a outros e que defende a liberdade de pensar e se expressar mesmo para aqueles que defendem ideias impopulares ou controversas.
Utilitarismo (1861) – Para Stuart Mill o utilitarismo defende um conjunto de princípios, normas e regras que devem ser seguidos para que se estabeleça um comportamento moral exemplar. Ou seja, tem por base a ética.
Indubitavelmente, é a obra mais conhecida de Stuart Mill. Nela, ele define o utilitarismo como uma teoria ética que busca maximizar a felicidade geral, pois alerta que as ações são moralmente corretas na medida em que promovem a felicidade e evitam a dor não apenas para o indivíduo, mas também para o maior número possível de pessoas.
Stuart Mill argumenta que o princípio da utilidade, ou maior felicidade, deve ser o critério para avaliar a moralidade das ações, bem como a qualidade dos prazeres e não apenas a quantidade.
Considerações sobre o Governo Representativo (1861) — Nessa obra, Stuart Mill faz uma análise desse modelo de governo e da importância da participação política. Ele discute também o governo representativo e suas formas ideais. O autor afirma que o governo representativo, com freios e contrapesos, é a forma mais eficaz de proteger os direitos individuais e promover o bem-estar geral.
A Sujeição das Mulheres (1869) –Trata-se de um influente ensaio sobre a igualdade de gênero e a importância da liberdade para as mulheres. Stuart Mill denuncia também a desigualdade de gênero, argumenta a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres, defende sua plena participação na sociedade e desafia as normas sociais e culturais que restringem os direitos delas.

