Preciso de ajuda. meu marido e eu estamos mal na relação há algum tempo, ele tem crises de ciúme excessivo e vê traição em tudo. Ele me acusa constantemente de o trair seja com quem for. Pior é que as crises são frequentes e desestabilizam a relação. Ele se recusa a procurar ajuda com psicólogo porque se considera vítima de traições que nunca existiram.
Às vezes ele se transforma de tal maneira que parece possuído, e nessas horas eu mantenho a serenidade e elevo o pensamento, mas só isso não basta, porque ajuda no momento, mas as crises voltam.
Acho que ele é esquizofrênico. Ele diz ser perseguido, acredita que alguém o controla e persegue. Afirma que, quando vai dormir, entram pessoas aqui em casa de madrugada etc. É difícil descrever os sintomas, mas a meu ver ele tem esquizofrenia, bipolaridade e síndrome de Otelo. Não sou psicóloga, mas tenho algum conhecimento nessa área. Devo abandonar essa relação e seguir em frente sozinha ou tenho de o ajudar por causa dos filhos? Tenho muita pena dele e vejo que espiritualmente nós não estamos no mesmo nível. Não sei o que fazer, preciso de uma luz.
Resposta: Prezada, é lamentável que você esteja passando por situação tão delicada, em consequência de problemas psíquicos enfrentados por seu marido. Você nos questiona se deve abandoná-lo e seguir em frente, ou tentar ajudá-lo, por causa dos filhos, e respondemos que é fundamental que o lar esteja preparado psiquicamente, com uma atmosfera propícia ao diálogo, por meio da limpeza psíquica realizada de forma correta e com pensamentos limpos e positivos, isentos de maus sentimentos, confiantes de que tudo pode ser resolvido a contento pelo diálogo franco, honesto, sincero, mas com cortesia e bons modos, com compreensão e tolerância, com calma e paciência, com insistência inteligente, ou seja, com jeitinho e criatividade, para ir desmontando essas barreiras e criando ambiente para paz, harmonia, alegria e bem-estar.
Só nesse momento haverá condições de tratar objetivamente as causas dos conflitos no lar, sugerindo, talvez, uma terapia de casal, onde um profissional da psicologia poderá detectar os distúrbios psíquicos do seu marido e recomendar o devido tratamento.
Evite palavras ásperas, acusações, provocações ou qualquer outra ação danosa que atraia as correntes maléficas do astral inferior, para você não perder o controle da situação. Caso ele use palavras ofensivas ou tente iniciar uma discussão, não revide, se possível, mantenha-se em silêncio, mas com pensamentos firmes e vibrantes nas correntes do bem, convictos de que a crise irá passar e o entendimento há de surgir.
Enfrente os problemas familiares com coragem e otimismo, tenha confiança em si e nas Forças Superiores de que é possível superar esses óbices e desfrutar de uma família feliz.
A inteligência e a perspicácia para dobrar seu marido e fazê-lo entender que juntos podem obter progresso material e evolução espiritual, mas separados podem amargar desilusões, sofrimentos e feridas morais difíceis de cicatrizar.
Isto não significa você se colocar como refém, mas impor-se como esposa e amiga, responsável por uma família unida e integrada aos princípios racionalistas cristãos.
Esperamos que ainda haja condições de vocês se reconciliarem, para que possam manter-se como pais exemplares, conscientes da grande responsabilidade que assumiram no matrimônio, e passarem sadias e corretas orientações aos seus filhos, para que sejam cidadãos íntegros, honestos e saudáveis do físico e da mente, e, no futuro, também constituírem lindas famílias, amparadas pelos bons fluidos dos espíritos do Astral Superior, que somente aportam em lares bem assistidos por bons pensamentos e sentimentos de fraternidade e de amor.

