Gestão de nosso campo vibracional

Vivemos cercados de indicadores: vacinômetro, impostômetro, velocímetro, termômetro, oxímetro. Medimos tudo: velocidade, temperatura, desempenho, resultados, produtividade. E muitas vezes usamos nomes similares para lançar campanhas, gerar engajamento e despertar consciência coletiva. Neste contexto, já existe medidor, por exemplo, de felicidade – a taxa de felicidade de uma cidade ou de um país. Então, somos instigados a fazer uma pergunta: como podemos, simbolicamente, representar uma medição do nosso campo vibracional, seguindo os princípios da espiritualidade apresentada pelo Racionalismo Cristão? Como medir o campo vibracional decorrente da vibração emitida pelos nossos pensamentos? Não estamos falando da medida de precisão, mas de uma medida simbólica. Se gostou da ideia até aqui, vamos ver aonde, juntos, podemos chegar com esta reflexão.

Qual a qualidade da vibração que estamos produzindo? Qual tem sido a qualidade dos nossos pensamentos? Qual o campo vibracional que estamos criando dentro da nossa casa, do nosso trabalho, das nossas relações? E mais: qual é o impacto vibracional que produzimos coletivamente sobre a atmosfera fluídica do planeta? Foi a partir desta reflexão que surgiu uma provocação: E se existisse um “vibracionômetro” simbólico, invisível, capaz

de nos revelar a qualidade do campo vibracional que estamos produzindo agora? O que ele mostraria sobre nós?

Sabemos que a espiritualidade apresentada pelo Racionalismo Cristão nos convida exatamente a isso: exercermos uma gestão consciente do nosso campo mental e vibracional. Nosso grande exercício diário é aprender a criar um campo vibracional elevado por meio da disciplina dos pensamentos. E isso exige atenção contínua, considerando que pensamentos

l           constroem atmosferas fluídicas;

l           fortalecem ou enfraquecem ambientes, na visão vibracional; l   influenciam pessoas, principalmente pela lei da atração;

l           aproximam ou afastam de vibrações, fortalecendo ou enfraquecendo campos vibracionais.

Em outras palavras: não existe neutralidade vibracional, “zero-vibração”. Tudo vibra e sempre estamos emitindo alguma vibração. Se pensamos, vibramos! Penso, logo vibro!

E neste contexto é quando o Vibracionômetro pode funcionar como uma metáfora simples e prática de autoavaliação e de avaliação de ambientes. Imagine um painel simbólico com cores semelhantes às já convencionalmente conhecidas e universalmente aceitas:

l vermelho — tensão, irritação, desequilíbrio.

l laranja — oscilação emocional, perdendo o controle, medo, tristeza. l amarelo — atenção e necessidade de reajustes emocionais.

l verde — equilíbrio e serenidade, sensação de plenitude. l azul — elevação mental, conexão superior.

l violeta — alta sintonia vibracional

Que tal começarmos o dia nos perguntando: Como acordei hoje? Acordei em paz? Acordei ansioso? Irritado? Desanimado? Acordei já reclamando da agenda do dia? Ou, despertei disposto a contribuir positivamente para os ambientes que vou frequentar? É justamente aí que entra a disciplina espiritual.

Segundo a nossa prática disciplinar, ao acordarmos, fazemos aquilo que chamamos de nossa “higiene mental”, “buscarmos o nosso equilíbrio vibracional”. Esta prática envolve a leitura reflexiva de uma página ou capítulo das obras do Racionalismo Cristão, o que cria uma pausa consciente nos preparando para a nossa autoavaliação. Estas etapas nos ajudam a reorganizar o pensamento, recalibrar emoções, refletir e fortalecer atributos espirituais e nos preparar psiquicamente para enfrentarmos o dia mais fortalecidos.

Depois desta etapa, seguimos para os momentos de irradiação e limpeza psíquica. Como sabemos, o desafio do dia exige tanto o preparo técnico, como o nosso preparo mental.

Após este momento de exercício disciplinar, talvez fosse interessante, simbolicamente, revisitarmos o nosso vibracionômetro: “Como está agora o meu campo vibracional?

Melhorou? Estou me sentindo mais equilibrado? Mais consciente? Mais fortalecido para enfrentar o dia? Que nível sinalizaria o meu vibracionômetro agora?”

Ao longo do dia, o exercício continua. Entramos em casa, numa escola, num escritório, numa reunião, num ambiente público, e começamos a perceber: “Como está o Wi-Fi vibracional deste ambiente hoje?” Existe leveza? Tensão? Acolhimento? Irritação coletiva? Ansiedade? Harmonia? Sem julgamentos, sem misticismo, mas como um exercício contínuo do despertar da consciência acerca do nosso campo vibracional.

Sabemos que espiritualidade racional não propõe sentimento de culpa, mas sim o da responsabilidade sob o nosso controle dos pensamentos em níveis mais elevados!

Neste contexto, talvez até pudéssemos criar uma linguagem comum dentro dos próprios ambientes: “Precisamos elevar o vibracionômetro desta reunião…” Ou: “Hoje o sinal

vibracional da casa amanheceu fraco…” Lúdico, mas profundamente educativo! Porque nos mantém atentos à linguagem mais poderosa do Universo: a linguagem vibracional, a linguagem dos nossos pensamentos.

Essa inspiração reflexiva ganhou ainda mais força durante o Café filosófico Rocky Burger, realizado na Filial São Paulo, em abril deste ano. Numa das rodas de conversa conduzidas pelas jovens Ana Júlia e Sophia, foram utilizados personagens do filme Inside Out (Divertidamente) para que cada participante identificasse quais emoções mais vinham predominando em seus dias.

Apesar de muitas respostas associarem felicidade e alegria, sentimentos como raiva, ansiedade e irritação também surgiram com frequência. E talvez o mais interessante tenha sido justamente isso: as pessoas se sentiram suficientemente acolhidas para responder com autenticidade. Sem máscaras. Sem responder apenas aquilo que “seria esperado” em um ambiente espiritualista. E foi exatamente ali que surgiu uma percepção importante: talvez todos nós precisemos desenvolver mais consciência sobre o campo vibracional que estamos alimentando diariamente.

O vibracionômetro, portanto, seria um instrumento de exercício da consciência vibracional, e longe de ser um instrumento de julgamento. Uma forma simbólica e educativa de mantermos atenção contínua sobre

l           o que pensamos

l           o que irradiamos

l           e o que ajudamos a construir coletivamente

Como espiritualistas, nos dedicamos a harmonizar o campo vibracional com os níveis elevados da espiritualidade e assim exercitamos uma das formas mais elevadas de fazer uso do nosso livre-arbítrio. É assim que fortalecemos atributos espirituais e é assim que contribuímos para criar ambientes psiquicamente mais saudáveis.

O verdadeiro progresso espiritual está na forma como impactamos os ambientes por onde passamos, conhecedores da força e do poder da vibração dos nossos pensamentos.

Porque pensamentos não são invisíveis para a vida espiritual. Eles criam atmosferas fluídicas regidas pelas leis evolutivas. E, nesse sentido, podemos dizer que todos nós já vivamos permanentemente dentro de um grande vibracionômetro universal. Cientes disto, podemos impactá-lo com mais consciência e protagonismo.

E você, querido leitor, gostou da ideia? Como está o seu vibracionômetro hoje?