A sede mundial do Racionalismo Cristão presta, neste mês, merecida homenagem ao homem que desenvolveu as bases desta filosofia espiritualista que há mais de um século vem orientando indivíduos no sentido de valorizarem e estudarem a espiritualidade para que mais facilmente avancem em sua evolução, finalidade primeira do espírito que vem à Terra valer-se de um corpo humano para alcançar seu objetivo.
Estas linhas falam de Luiz de Mattos, codificador do Racionalismo Cristão, que teve em seus auxiliares mais próximos e seguidores a tarefa bem desempenhada, com dedicação e responsabilidade, de consolidar e dar expansão aos princípios e conceitos que ele reuniu, nos primórdios do Século XX, e ofereceu-os à humanidade para que ela tivesse um rumo pautado na espiritualidade. Desde então ele percebia que as sociedades e seus membros supervalorizavam as conquistas materiais, negligenciando as espirituais, o que os levava a situações às vezes degradantes, moralmente condenáveis e com perda de suas passagens pela Terra, por não estarem evoluindo.
Por que essa homenagem especial? Porque neste ano se completam 100 anos do falecimento de Luiz de Mattos, nascido em Chaves, Portugal, em 3 de janeiro de 1860. Tal homenagem neste tempo implica principalmente o lançamento de um selo postal personalizado e de um carimbo alusivo aos 100 anos de seu falecimento, repetindo-se o que foi feito em 1960, quando das comemorações do centenário de seu nascimento.
O Clube Filatélico Maçônico do Brasil, que intermediou junto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafo o projeto de elaboração do selo e do carimbo, destacou que tal empenho objetiva única e tão somente a lembrança presente e futura de um ser humano que visava à evolução espiritual e moral da humanidade. “Que Luiz de Mattos não se perca na memória universal como já aconteceu com várias personalidades”.
Quem foi esse benemérito, além de haver estabelecido as bases da filosofia racionalista cristã? Documentos registram passagens de suas relações com clientes de sua casa de exportações de café, por vezes surpreendendo-os por sua postura simples e honestidade. Não foi apenas um estudioso das várias correntes filosóficas e comerciante; exerceu também atividade diplomática como vice-cônsul de Portugal na cidade de Santos |(SP). Detalhes de sua vida e de seus feitos estão inseridos na biografia, em segunda edição, Luiz de Mattos – sua vida, sua obra, escrita por Galdino de Andrade. Pelo seu desempenho nas atividades e funções que assumiu, recebeu elogios e condecorações oficiais.
Também neste mês o Racionalismo Cristão comemora, já então com muito orgulho e alegria, o 70º aniversário da inauguração do prédio em que hoje funcionam a direção do Racionalismo Cristão, seus conselhos e órgãos de assessoramento da presidência, constituindo a sede mundial dessa filosofia espiritualista. Será uma reunião cívico-espiritualista especial na qual serão prestadas as homenagens a Luiz de Mattos.
Antes chamado de Casa-Chefe, o majestoso edifício da Rua Jorge Rudge, em Vila Isabel, foi inaugurado em 20 de outubro de 1956, evento que teve a presença do prefeito Francisco Negrão de Lima entre outras autoridades, e cuja repercussão chamou a atenção de diversos segmentos da sociedade carioca e das cidades onde o Racionalismo Cristão já mantinha filiais, correspondentes e núcleos. Casa lotada, mal deu para abrigar tantos interessados em participar do ato de inauguração.
Coube a Antonio Cottas, então presidente do RC, abrir ao público as portas do novo prédio. A obra, totalmente financiada por contribuição de militantes espiritualistas do Racionalismo Cristão, foi projetada e realizada pela empresa Tondela Construções e Engenharia Ltda., criada pelo então vice-presidente do RC, Roberto Dias Lopes, seu filho, Nelson Dias Lopes, engenheiro civil, e o advogado Emir Nunes de Oliveira.
Até a inauguração da nova sede, o centro nervoso do Racionalismo Cristão funcionava no prédio ao lado, mandado construir por Luiz Thomaz, no qual hoje funciona o Solar Luiz de Mattos, casa de repouso destinada a racionalistas cristãos idosos.

