Sabemos, por meio de nossos estudos filosófico-espiritualistas e pela observação atenta da realidade, que bons pensamentos geram bons sentimentos. Esse conjunto harmonioso e elevado serve de base e estrutura para as nossas melhores ações. Trata-se de um círculo virtuoso que, sem dúvida, deve fazer parte de nossa vida. Por esse motivo, esse tema será devidamente detalhado, analisado e, acima de tudo, incentivado ao longo desta reflexão, sempre sob a luz da espiritualidade ensinada pelo Racionalismo Cristão.
O pensamento, que é uma vibração espiritual, é uma realidade que acompanha o ser humano em todo o seu caminho de evolução neste mundo de aprendizados. Ele está presente nos momentos de introspecção e solidão, no ambiente profissional, na vida a dois, no contato com desconhecidos e no convívio com amigos e familiares. O pensamento nos acompanha nas preocupações, nas alegrias, nas notícias boas e nas situações que tanto desejamos. Ele está sempre ativo, direcionando e criando a realidade que vivemos hoje e a que viveremos no futuro.
Como mencionamos no início, os pensamentos vêm antes dos sentimentos, e ambos interferem diretamente na conduta e no estilo de vida das pessoas: isso forma um verdadeiro círculo virtuoso. Essa afirmação não nasce de uma conclusão pessoal ou ideológica, mas se baseia na própria realidade da vida. Negar esse fato é desperdiçar tempo e energia, enquanto aceitá-lo é uma escolha racional e inteligente. Essa aceitação permite uma experiência de vida comprometida com o próprio bem-estar e com o bem de todos ao redor.
À medida que a pessoa passa a selecionar melhor seus pensamentos, a cultivar bons sentimentos e a se comportar de forma que se sinta — no sentido mais nobre da palavra — orgulhosa de si mesma, sua autoestima aumenta e seu senso de responsabilidade é despertado imediatamente.
Citamos, nos primeiros parágrafos desta reflexão, a expressão “melhores ações”. Mas como podemos defini-las? Com certeza, sob a visão da espiritualidade defendida pelo Racionalismo Cristão, as melhores ações podem ser analisadas por dois ângulos diferentes. Age corretamente, e, portanto, melhor, quem, por um lado, rejeita com firmeza todo e qualquer impulso negativo ou de autossabotagem e, por outro lado, escolhe de forma decidida e constante o caminho do bem, do justo e do ético.
As melhores ações se definem por essa rejeição e por essa escolha: a rejeição ao que retira a dignidade do ser humano; e a escolha consciente, madura e firme pela ordem, pela verdade, pela honestidade, pela correção e, enfim, pelo bem.
Sob vários aspectos e em diferentes ocasiões, a vida nos convida a “virar a chave” da transformação e do crescimento espiritual. Quando nos esforçamos para buscar o esclarecimento espiritual, para pensar de forma positiva e para alimentar sentimentos elevados e saudáveis, nos tornamos mais autoconfiantes e conscientes de nossos valores internos. Como consequência, ficamos em condições de enxergar e aproveitar, com sensibilidade e clareza, todas as oportunidades que chegam até nós, assim como aquelas que atraímos por nossa própria vontade.
Quanto mais a humanidade avança em sua jornada natural de evolução, mais ela sente a necessidade urgente do bem, da justiça e da verdade. Nada é mais capaz de guiar as pessoas de boa vontade a esse objetivo elevado do que a espiritualidade autêntica, de onde retiramos os princípios que deram vida a esta reflexão.
Esperamos sinceramente que todos se sintam motivados a colocar em prática, com empenho e dedicação, o círculo virtuoso que representa a união harmoniosa entre pensamentos de valor e sentimentos saudáveis. É essa união que gera as melhores e mais dignas ações da essência espiritual que existe em cada um de nós, sem distinção.
Muito Obrigado!

