A saudade que tenho do meu pai que faleceu em janeiro e tão profunda que dói na minha alma, penso nele todos os dias, desanimada. Sou militante do Racionalismo Cristão, cresci dentro dos ensinamentos dessa Filosofia e hoje me sinto fraca. Por que parece que sou a única filha que está sentindo-se assim? Meus irmãos parecem leves e a minha mãe, forte.
Resposta: Prezada, entendemos como é difícil superar num primeiro momento o falecimento de um pai, Por isso, expressamos nossa solidariedade pela sua saudade originada pela falta da presença física desse ente querido, que, certamente, ascendeu ao seu campo de estágio espiritual acompanhado das irradiações amigas da limpeza psíquica recomendada pelo Racionalismo Cristão, que você como militante espiritualista, temos a certeza, prática. A falta da presença física de seu pai ao seu lado deve ser encarada como um desafio a ser vencido pela sua força de vontade em combater com coragem a tristeza e dar prosseguimento, com alegria, à sua jornada evolutiva.
Para você a luta continua nesta escola de vida, onde é importante o empenho em pugnar pela sua saúde física e mental, com otimismo e coragem, persistindo em adaptar-se à nova situação.
Parece que você é a única filha que está se sentindo assim, porque você é mais sensível, mas essa sensibilidade a tem enfraquecido ao se deixar dominar pela tristeza e pelo desânimo, talvez por desconhecer a forma como o Racionalismo Cristão nos incentiva a encarar a morte em aconselhamentos que estão contidos no capítulo Falecimento do ser humano e recomeço da vida, do livro Racionalismo Cristão, atualmente na sua 46ª edição, que diz:
“Se a humanidade compreendesse que os fatos existenciais ocorrem dentro de situações naturais e de acordo com a condição espiritual de cada ser humano, não se atormentaria nem se deixaria abater pelo desespero e pelas amarguras a que usualmente se entrega.”
“O esclarecimento a respeito de como se processa a evolução é um grande bem, por ser o meio capaz de levar a pessoa a ver com naturalidade a morte de um ser humano, pelo reconhecimento de tratar-se, tanto quanto seu nascimento, de fato normal no curso da vida.”
“É natural o sentimento das pessoas que ficam, diante da ausência daquelas que partem. O sentimento, sim, o desespero, não. A saudade e compreensível, a mortificação, jamais.”
“O espírito que parte para o seu campo de estágio não perde contato com os que ficaram no plano físico de posse de um corpo humano. Por meio do pensamento, não só os irradia, como, também, recebe deles vibrações mentais. Basta haver sintonia. No entanto, quando o espírito permanece na atmosfera fluídica da Terra preso as atracões terrenas, essas influências podem, com frequência, ser prejudiciais aos seres humanos, por terem conteúdo obsessi0vo.”
“Parentes e amigos precisam, pois, auxiliar o ente querido com pensamentos elevados por ocasião da morte do corpo físico, para que o espírito ascenda ao seu campo de estágio, onde a vida espiritual e sentida realisticamente, com plena consciência de sua eternidade, sem as influências perturbadoras do plano físico.”
“Deixada a atmosfera fluídica da Terra, o espírito constata no campo de estágio o que fez de bem e as ações reprováveis. São, então, desnecessários e inúteis os pedidos a pressupostos julgadores divinos, para que se compadeçam dos erros por ele cometidos. Por isso, quando alguém se sentir, por exemplo, no dever de prestar solidariedade aos familiares de uma pessoa que morreu, deve desviar o pensamento desse campo vibracional enfraquecido e, consciente, erguê-lo claro e sereno ao Astral Superior, para que o espírito possa ser encaminhado ao seu campo de estágio, liberto de suas ligações com a matéria e das influências originárias das emoções e dos sentimentos de tristeza existentes no planeta.”
Eis aí as condições oferecidas pelo Racionalismo Cristão para que você, com sua força interior, possa superar a dor pelo afastamento de seu pai.

